Quais os riscos do hipotireoidismo na gestação?

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O hipotireoidismo na gravidez é a diminuição do hormônio da tireoide. Essa situação causar problemas sérios durante a gestação e causar problemas no desenvolvimento do bebê.

Ela requer um controle mais rigoroso durante a gravidez, principalmente em mulheres cujo hipotireoidismo era previamente conhecido, uma vez que a demanda de hormônio tireoidiano é maior durante a gravidez.

No artigo que preparamos abaixo, explicamos mais o que é o hipotireoidismo, e quais seus riscos na gestação. Confira!

O que é a tireoide?

A tireoide é uma glândula localizada na parte frontal do pescoço. Sua missão é gerar hormônios (T3 e T4 ou Tiroxina) que atuam no metabolismo basal, estimulando a maioria das funções corporais. Quando há uma diminuição na produção desses hormônios, falamos de hipotireoidismo.

Muitas vezes os exames de rotina realizados durante a gravidez podem desmascarar hipotireoidismo pré-existente, embora a maioria das acometidas tenha diagnóstico prévio.

O problema é que os sintomas são semelhantes aos de uma gravidez normal: ganho de peso, cansaço, queda de cabelo, prisão de ventre, pele seca e retenção de líquidos. No entanto, existem alguns sinais distintivos, como intolerância ao frio e pulso baixo.

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Quais são os riscos do hipotiroidismo?

O manejo do hipotireoidismo consiste em fornecer hormônio tireoidiano. A gravidez em si não afeta o curso da doença, mas muitas vezes é necessário aumentar a dose da terapia.

As complicações dos casos não tratados podem incluir:

  • aborto
  • restrição do crescimento fetal
  • descolamento prematuro da placenta
  • parto prematuro 
  • hipertensão arterial

Foi demonstrado por meio de pesquisas que o cérebro necessita de hormônios da tireoide para seu desenvolvimento, de modo que os receptores desses hormônios estão no embrião desde as primeiras semanas de gestação, muito antes de ser capaz de produzi-los por conta própria.

Impactos no bebê

Os hormônios tireoidianos são essenciais durante todas as fases do desenvolvimento cerebral, tanto intrauterino quanto extrauterino. 

Mesmo quando há uma leve redução na produção materna de tiroxina (hipotireoidismo subclínico), o risco de alteração do neurodesenvolvimento aumenta, resultando em crianças com QI mais baixo.

Ou seja, isso revela que o bebê é completamente dependente dos níveis maternos de tiroxina ao longo do primeiro trimestre. 

Em seguida, começa a produzir seus próprios hormônios, mas depende da suplementação materna adequada de iodo. 

Por isso, é fundamental também a suplementação de iodo da mamãe, para garantir a contribuição necessária para o bebê.

Além disso, as crianças também podem ter hipotireoidismo após o nascimento (hipotireoidismo congênito), devido à falha na função da glândula tireoide. 

Esta situação deve ser detectada precocemente porque está associada ao cretinismo, uma patologia de importante comprometimento cognitivo. 

Por esse motivo, todos os recém-nascidos são rastreados para esse problema nos primeiros dias de vida, a fim de iniciar a terapia de reposição hormonal precocemente.

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Faça seu pré-natal

A melhor forma de evitar o hipotiroidismo, ou mesmo detectá-lo precocemente durante a gestação, é por meio de um pré-natal. Este acompanhamento de um obstetra é essencial para garantir a saúde da mamãe e do bebê.

Além disso, o preparo pré-gestacional, por meio da suplementação adequada, também visa preparar o corpo da melhor forma para a gestação.

Esperamos por fim que tenham compreendido os riscos do hipotiroidismo na gestação e, para saber mais sobre os cuidados antes, durante e depois da gestação, clique no botão abaixo e conheça nosso curso “Bebê Genial”.

Dra. Erica Mantelli

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Especialização em sexualidade humana pela Universidade de SÃO Paulo / USP.