Abortamento espontâneo: como lidar com a situação?

Abortamento espontâneo: como lidar com a situação?

O abortamento espontâneo traz uma dor imensurável para a família.

Normalmente, quando ocorre, costuma ser antes de completar 24 semanas e tem grandes chances de ocorrer até 12 semanas de qualquer gestação, quando o bebê pesa menos de 500 gramas no útero.

De acordo com dados do IBGE, cerca de 15% das gestações de brasileiras em idade fértil já sofreram com o abortamento espontâneo.

Portanto, acredito que seja um assunto fundamental para toda gestante compreender algumas das principais causas e quais os sintomas.

O que pode causar o abortamento espontâneo?

Na maioria dos casos, a interrupção da gravidez de maneira espontânea acontece porque o útero ainda não está completamente preparado para receber o bebê ou porque o material genético do pai da criança acabou acionando o sistema imunológico da mulher, que passa a combater tal material.

O estresse e as quedas também são fatores desencadeantes, pois podem liberar hormônios que causam contração.

Além disso, problemas de saúde da futura mãe, como diabetes, obesidade e hipertensão, e a gravidez tardia podem causar o abortamento.

Também existem fatores que em nada influenciam o abortamento espontâneo, como levar susto, comer pimenta ou comida japonesa, fazer exercícios físicos ou sexo. Tudo isso pode ser feito, desde que autorizado pelo médico, e não causa abortamento espontâneo.

Sinais do abortamento espontâneo

Cólicas intensas e sangramento vaginal podem ser sinais de que a gravidez não está caminhando bem.

Esses sintomas pode indicar que a mulher está tendo um abortamento instantâneo. Mas, em alguns casos, não há sintomas evidentes e a interrupção precoce da gravidez só pode ser detectada através do exame de ultrassom.

Por isso, frente a quaisquer mudanças ou mal estar, é fundamental que a gestante procure por seu médico. Caso seja confirmado, é fundamental que o médico identifique a causa, para que se tome todos os cuidados necessários na próxima gravidez. o abortamento, 

Superando a perda

Nenhuma mulher deve sentir-se culpada por passar por essa situação. Como é frequente, lembre-se que pode ocorrer em qualquer gestação, por mais saudável que seja a gestante.

A mulher deve contar com o apoio de seu médico e de sua família para superar esse momento. Caso seja difícil, o suporte psicológico é muito bem-vindo.

A recomendação médica é que as mulheres esperem pelo menos três meses para tentar uma nova gestação, para que o útero possa se recuperar.

Quanto melhor se preparar novamente para gerar uma vida, menores as chances de passar novamente por esse triste episódio.

Espero ter explicado como lidar com o abortamento espontâneo.

Até a próxima!

Dra. Erica Mantelli

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro.