5 mitos sobre a alimentação durante a amamentação

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Conceitos errôneos sobre a amamentação são comuns — até mesmo entre os pais! E aí surgem alguns mitos relacionados à alimentação que “ajudam” a mulher a produzir mais leite, ou que seriam prejudiciais ao bebê.

Aliás, as mulheres ouvem muitas informações conflitantes sobre o que podem ou não comer durante a amamentação. E essas recomendações podem variar de acordo com a cultura e a tradição, junto com as preferências pessoais e financeiras individuais. 

Em algumas culturas, um alimento pode ser considerado benéfico para a mãe que amamenta, mas em outra cultura as mães podem ser advertidas contra exatamente o mesmo alimento. 

Por exemplo, comida picante é considerada ruim para bebês em alguns países, mas em outros as especiarias constituem uma grande parte da culinária cotidiana.

Para tirar algumas dúvidas, preparamos o artigo abaixo com 5 mitos sobre a alimentação durante a amamentação. Vamos conferir?

#1. O leite materno é feito com o que a mulher come

Mito! O leite materno é feito nos seios, nas glândulas mamárias, diretamente do sangue da mãe. Não é feito com a comida que ela ingere.

Quando alimentos, bebidas ou medicamentos são ingeridos, a substância é decomposta pelo trato digestivo e componentes do tamanho de uma molécula da substância são absorvidos pelo sangue. 

Quando essas moléculas chegam aos capilares próximos ao tecido mamário, elas se movem através das células que revestem os alvéolos e entram no leite. Este processo chama-se difusão.

A difusão explica como as drogas e outras substâncias estranhas entram no leite. Muitos fatores influenciam se ou em que quantidade uma substância realmente entrará no leite.

O processo de difusão permite que coisas boas, como anticorpos, entrem facilmente no colostro e no leite materno. 

Isso significa que o leite materno muda ao longo do tempo em sincronia com o ambiente da mãe, o que é um dos aspectos importantes da amamentação para a saúde do bebê.

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#2. Dieta pobre faz o leite ser pobre

Mito! O leite materno é uma substância viva que evolui em sincronia com as necessidades do bebê a cada mamada. 

Ele contém nutrientes vitais, células geradoras de imunidade e células-tronco, alimento para bactérias intestinais saudáveis ​​e muitos outros fatores de saúde que não podem ser replicados. Isso não muda com a dieta da mulher. Pessoas que passam fome ainda produzem leite fornecendo nutrição ideal para seus bebês.

O tipo de gordura na dieta materna está intimamente relacionado ao tipo de gordura do leite que a mãe produz, embora o conteúdo calórico do leite humano seja bastante consistente. 

Mas é claro que comer uma variedade de alimentos nutritivos e que aumentam a energia com a maior frequência possível pode ajudar a otimizar a saúde da mamãe e suas reservas de energia. 

#3. Veganos não são capazes de amamentar

Mito! O conceito de uma dieta “ideal” pode variar entre diferentes famílias, culturas, situações econômicas, religiões e também diferentes estações do ano. 

No entanto, quase sempre, em todo o mundo, mesmo em situações de privação, as mães produzem leite que ajuda seus bebês a crescerem bem.

As dietas veganas às vezes podem ter baixo teor de vitamina B12, e é importante saber como manter seus níveis de vitamina B12 altos. 

#4. Certos alimentos sempre precisam ser evitados

Mito! Não há alimentos específicos que você sempre precise evitar só porque está amamentando.

No entanto, se os pais sofrem de alergias, isso pode aumentar a possibilidade de seu bebê ter a mesma alergia. As reações alérgicas a substâncias do leite materno podem aparecer como problemas de pele, respiratórios e intestinais em um bebê.

Se o bebê tiver uma reação óbvia toda vez que a mãe comer determinado alimento, ela pode optar por eliminar esse alimento de sua dieta. 

Embora as mães possam ser aconselhadas a evitar alimentos de alto risco durante toda ou parte da gravidez e continuar a evitar esses alimentos durante a lactação, a pesquisa indica que essa prática não diminui a incidência de alergia por dois anos de idade, mas retarda o início da alergia. 

Pesquisas mais recentes mostram que evitar alimentos de alto risco, como amendoim, pode não ser necessário. 

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#5. Não há ferro suficiente no leite materno

Mito! O ferro do leite humano é mais facilmente absorvido pelo bebê do que o ferro do leite de vaca ou da fórmula. 

Isso significa que a quantidade de ferro no leite humano é ótima para o seu bebê, apesar de ser menor do que a encontrada no leite de vaca.

Tal como acontece com o cálcio, os níveis deste mineral no leite humano são constantes, apesar das variações na dieta materna ou nas reservas corporais da mãe. 

Um bebê saudável a termo geralmente não precisa de mais ferro até por volta dos seis meses, quando deve iniciar a introdução alimentar.

Nunca deixe a amamentação de lado

Saber a verdade sobre o que pode afetar sua saúde e a de seu bebê é essencial para se sentir relaxada e feliz durante a amamentação. 

E uma vez que o leite materno se ajusta naturalmente para dar ao seu filho a quantidade certa de proteínas, carboidratos e gordura necessária para o crescimento, você pode se sentir bem sabendo que seu bebê está obtendo o superalimento definitivo.

Espero que tenha gostado do artigo sobre mitos da alimentação na amamentação. E para aprofundar ainda mais seu conhecimento, conheça também nosso curso “Bebê Genial” clicando no botão abaixo!

Dra. Erica Mantelli

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Especialização em sexualidade humana pela Universidade de SÃO Paulo / USP.