Enjoo na gravidez? Pode ser hiperêmese gravídica

Sentir enjoo na gravidez é considerado normal na maior parte dos casos.

Porém, aproximadamente 1% a 2% das gestantes passam por náuseas que não são normais. Em uma consulta, pode ser diagnosticada a hiperêmese gravídica.

Eu aposto como você não sabe o que significa esse termo, e tudo bem! No artigo de hoje, você vai saber com detalhes o que é isso e quais os principais sinais.

O que caracteriza a hiperêmese gravídica?

Apesar de pouco conhecida, essa condição acabou na boca de algumas celebridades nos últimos tempos. Por isso, escolhemos esclarecer o assunto neste artigo.

Durante as primeiras semanas da gestação, pelo menos 80% das mulheres vão sofrer com náuseas. Este é um dos primeiros sintomas da gravidez. Isso se deve pelo aumento do hormônio HCG.

Os enjoos podem ser considerados normais quando, apesar do mal estar matutino, a mulher dá conta dos afazeres cotidianos ao longo do dia.

No caso da hiperêmese gravídica, a mulher conta com muitos vômitos seguidos. Esses vômitos independem da sua condição e dos medicamentos que usa. Inclusive, é comum sequer conseguir tomar o medicamento para inibir os vômitos.

A condição costuma atingir mulheres com até 12 semanas de gestação. Afinal, é na 10ª semana que o organismo da grávida atinge seus picos de alterações hormonais, intensificando o mal estar.

Prejuízos da hiperêmese gravídica

Apesar de ser rara, é uma condição grave. A gestante pode sofrer com desnutrição, desidratação e perder até 5% do seu peso corporal. 

O bebê também é impactado por essa condição, afinal, a diminuição de nutrientes da mãe também reduz a chegada desses nutrientes para o feto. Uma das consequências da hiperêmese gravídica é o nascimento do bebê com baixo peso.

Fraqueza, desmaios e alterações visuais são outros sintomas comuns entre as mulheres com essa condição. Por isso, gestantes com hiperêmese gravídica podem precisar de internação para recuperar o organismo.

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Tratamento

A hiperêmese gravídica requer tratamento multidisciplinar, afinal, pode ter causas diversas que merecem atenção.

O tratamento varia de acordo com a origem desse problema – que pode ser desde hormonal até emocional – e com o seu nível. Existe hiperêmese leve, moderada e severa.

A hiperêmese leve pode ser corrigida com uso de medicamentos e boa hidratação e nutrição. Mas, em casos de graus moderado ou severo, pode ser preciso internar a gestante para receber medicamentos por via venosa.

Independente do nível, essa mulher precisa ser tratada para que não sofra com a desidratação e com a desnutrição, nem seu bebê nasça com prejuízos.

Portanto, ressaltamos aqui a importância de monitorar o enjoo na gravidez. Se o mal estar te abate mais do que o comum, não deixe de reportar ao seu médico.

Esperamos que você tenha uma melhor compreensão sobre a hiperêmese gravídica com este artigo. Para saber mais, assista ao vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em nosso canal do YouTube.

Dr. Domingos Mantelli

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) no ano de 2002. Possui Especialização / Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA), concluída em 2004
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