Bebê Genial: você pode ter um

Quando você ouve o termo “bebê genial“, o que vem a sua mente? É comum relacionar um bebê genial com uma criança que é muito inteligente e habilidosa desde os primeiros anos de vida. Mas, aqui não é disso que vou falar. Para entender sobre esse conceito, convido você a ler este artigo até o final.

Um bebê genial é aquele emocionalmente mais estável. Durante a gestação, o inconsciente fetal está em formação. Nosso trabalho é verificar como as emoções pelas quais a mulher mãe passa moldam essa futura inteligência emocional. Os problemas físicos e emocionais para o bebê podem ser detectados durante ou após a gravidez.

A partir desse ponto de vista, você deve estar pensando que gestar um bebê genial é possível seguindo todas as orientações usuais como: boa alimentação, muita água, pouco estresse e visitas regulares ao médico. Já falei neste artigo sobre como ter uma gestação saudável. Tudo isso é importante, mas é preciso ir além e entender como o bebê se desenvolve.

Um bebê genial desde a concepção

Quando o bebê alcança a terceira semana de formação, provavelmente a mulher ainda não sabe que está grávida – a menstruação sequer atrasou. O feto é menor que a cabeça de um alfinete. No entanto, ele já está apto a formar a sua memória inconsciente.

São diversos os casos onde as mães, ao transmitirem sensações ruins aos seus filhos durante a gestação, criaram memórias negativas no bebê. Um exemplo é quando o companheiro não é cuidadoso com a esposa durante esse período de espera, podendo até contar com situações de agressividade. Logo ao nascer, somente de ouvir a voz do pai é um estímulo para uma crise de choros e gritos. Lá na gestação, a criança relacionou essa voz com sentimentos ruins.

A boa notícia é que é possível também oferecer experiências positivas para essa criança enquanto está no útero. Mulheres que tocam instrumentos musicais ou falam outro idioma são um exemplo. Ao exercitarem seus dons e talentos durante a gravidez, os filhos contam com facilidade em tais áreas após crescidos.

Vale ressaltar que a mãe estar se sentindo bem não significa exatamente que a criança também está. É preciso presta atenção no que é transmitido. Afinal, se a mulher está em uma balada bebendo, fumando e dançando, é claro que vai estar feliz. No entanto, isso não é transmitido à criança, que vai sofrer com a exposição a tais substâncias.

A hora do parto

Além do período gestacional, o momento do parto é crucial para a saúde física e emocional da criança. Após uma vida toda no calor e na escuridão do ventre materno, ela terá contato pela primeira vez com os estímulos do nosso mundo.

A hora do parto é também o primeiro contato com a luz, com o ar, com o toque de outras pessoas e com os sons sem o filtro do corpo da mãe. É por isso que o parto, mesmo quando houver necessidade de cesárea, é preciso que seja silencioso e sem colocar a luz do estetoscópio diretamente no rosto do bebê.

Durante todo o parto, é importante que a criança ouça a voz dos pais. Afinal, é essa a voz que vai acompanhá-la por todo o seu desenvolvimento. Imediatamente após o nascimento, é preciso que seja colocado no peito da mãe para o contato pele a pele e amamentação do colostro (primeiro leite).

Ele precisa não apenas ser, mas também se sentir acolhido, desde o momento da concepção, passando pelo nascimento e durante toda a infância. Por isso, defendo tanto que os pais se preparem muito para o bebê, pois ele já está formando memórias muito antes do casal saber que está ali.

Espero que meu artigo ajude você a entender o conceito de bebê genial.

Até a próxima!

Dr. Domingos Mantelli

Dr. Domingos Mantelli

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) no ano de 2002. Possui Especialização / Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA), concluída em 2004
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